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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Água: bem precioso


Embora exista água em abundância em nosso planeta, apenas uma pequena parcela de 2,5% é composta de água doce e somente 0,8% está própria para o consumo humano. De acordo com a Portaria nº 518, do Ministério da Saúde, a água deve seguir alguns padrões para ser caracterizada como potável.


Nos meses de inverno, o cuidado com a utilização da água deve ser redobrado, pois há diminuição das precipitações chuvosas sendo comum o clima seco, o desaparecimento de córregos e, por conseqüência, a diminuição dos volumes dos reservatórios de água.


Pensando nisso, que tal fazer a sua parte, seguindo algumas dicas simples?




  • Use a água do tanque, ou da máquina em que foi lavada a roupa, para limpar calçadas e pisos;


  • Não regue o jardim e grama com água tratada. Reuse a água do último enxágüe do tanque ou da máquina;


  • Reduza o tempo de banho com o chuveiro aberto;


  • Reduza o tempo de torneira aberta enquanto escova os dentes, ensaboa as mãos ou faz a barba;


  • Feche a cuba da pia, deixando um pouco de água. Ensaboe toda a louça e enxágüe com a água limpa. Não deixe a torneira aberta durante todo o tempo;


  • Verifique se há torneiras pingando ou se há vazamentos nas demais instalações da rede interna;


  • Reduza a lavagem diária de roupas. Acumule e use a capacidade máxima da máquina de lavar;


  • Evite lavar o carro toda semana, postergue o máximo possível as lavagens;


  • Se não tiver jeito e for lavar calçadas e garagens com mangueira, dê preferência à utilização de mangueiras acopladas em equipamentos de alta pressão. Esses equipamentos utilizam uma quantidade menor de água.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Chuva ácida

Uma das conseqüências da industrialização e consumo de combustíveis fósseis é a chuva ácida. Mas o que é a chuva ácida? Segundo Smith a chuva se torna ácida quando o seu pH fica abaixo de 5,65 sendo seu caráter ácido associado à poluição do ar.
O estudo da chuva ácida iniciou em 1872, com o químico inglês Robert Angus Smith, na cidade de Manchester. Por se tratar de uma cidade industrializada, ele notou naquela época, que existiam diferenças no ar em vários pontos da cidade e resolveu iniciar um estudo a respeito, publicando o relatório "Air and rain: the beginnings of a chemical climatology" ou "Ar e água: princípios da climatologia química". Esse relatório só foi conhecido com maior relevância a partir de 1981, sendo apresentado para a Academia Real de Ciência da Inglaterra através do Sr. E. Goham.
Na década de 80, vários lagos do Canadá e da Europa tiveram aumento da concentração de alumínio, tornando tais lagos letais para a vida aquática. Esses lagos ficaram conhecidos como lagos mortos.
Os principais efeitos da chuva ácida são: modificação da fauna e da flora, solubilização de metais pesados nos solos, alteração química dos solos, efeitos nos processos biológicos de decomposição e nitrificação, corrosão de monumentos históricos e edificações, no organismo humano ocorrem às diminuições das defesas através do stress tornando o organismo susceptível a infecções, alergias e doenças.
A composição normal da atmosfera é de 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio, 0,90% de argônio, 0,03% de dióxido de carbono e 0,07% de outros gases. A maioria dos pesquisadores informam que as precipitações de chuva ácida ocorrem por causa das emissões indiscriminadas de dióxido de enxofre (SO2) e de óxidos de nitrogênio (NO2) na atmosfera. Essas emissões pode podem ser precipitadas rapidamente no solo, antes de serem absorvidas pela umidade do ar, depositando-se em árvores, edifícios, lagos ou podem ser levadas por milhares de quilômetros através do vento. Essa precipitação chama-se SECA, ao se juntar posteriormente com água, ocorrem reações químicas que tornam a água ácida.
As principais formas para evitar a ocorrência de chuvas ácidas são a utilização de bio-combustíveis, utilização de filtros em chaminés de fábricas, monitoramento contínuo da qualidade do ar, punição de indústrias que não atendem as especificações de emissões na atmosfera definidas na legislação.
Fontes:
BAINES, John D. Chuva ácida. São Paulo: Scipione, 1992, p. 47 (folhetos).
HAAG, Henrique Paulo (coord.) Chuvas ácidas. Campinas: Fundação Cargill,1985.
SILVA FILHO, Emanuel Vieira. Chove chuva ácida! Ciência Hoje. v.16 n.91 p.20-26, jun.1993.